segunda-feira, 9 de abril de 2018

Liberdade


Saiu sem perguntar,
Sem pedir permissão.
Decidiu fechar os olhos
E ouvir a voz do seu coração.
No percurso há 2 horas
Se lembrou do cadeado no portão,
Se trancou as portas e as janelas
Se deixou a casa limpa
Para quem ainda iria chegar.

Andou,
Parou,
Errou,
Chorou em suas precipitações.
Pelo corpo o peso do tempo
E as marcas de suas decisões

Escolheu silêncio depois
De muito barulho fazer.
Preferiu andar só
Depois de muitos conhecer.
Se lembrou de quando ouvia
O que ele deveria fazer.
Encarou os problemas
E as formulas prontas, assim,
Olho no olho.
Nada Superficial

Se livrou dos perigos imaginários
Das armadilhas originárias do cansaço
Cultivou paz
Colheu amor
Sorriu honestamente
Refletindo o que habitava
Em seu coração.














domingo, 1 de abril de 2018

Uma Dança no Quarto

Uma Dança no Quarto

Senti o teu corpo encostar no meu
Balançando na suave poeira de vento.
Ventilador em máxima rotação.
Senti os meus pés Flutuar
e meu corpo quase nada sentir.
Apesar dos anos e no tempo
de cada momento foi nossa primeira e ultima...
Seus olhos nunca vi tão assim
DIFERENTE!
E indubitavelmente
a mente parou de pensar,
o balanço sessou
mas a música continou.
O sangue corria esquecendo pra'onde ia.

Coração tem vida própria
Pulsa e fala a si mesmo
É aqui!
É aqui que eu quero ficar.
Um corpo quente e o outro,
mais quente e suando.
O quarto já virava estufa
inflado de desejo,
e no espelho
que já não refletia
ganhou desejos e frases,
liquidificado ao que já não desenhava.
Um sorriso bobo, tímido e
SINCERO!
As mãos se apertavam
quando a outro afrouxava,
e envolvia o que os olhos diziam.
Se encontraram
Se falavam
na linguagem do AMOR - (Marcos Estevan).


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

OH! LORD



É Sempre uma honra subir neste palco.


domingo, 11 de dezembro de 2016

E assim vamos fazer...


sexta-feira, 15 de maio de 2015

quarta-feira, 26 de março de 2014

Sou eu contando a minha história





Já dormi,
Já amanheci.
Já bebi e já comi
Já entendi
E fiz que nunca aprendi
Chorei de dor e de medo
Mas quando era medo
Eu só fingia que chorava
Já me afoguei numa piscina
E vi minha visão turva ficar.
Era pacífico,
Mas o que eu queria mesmo era brigar.
Muitas vezes eu briguei
E mesmo ganhando eu perdia
No fundo o que eu queria
Era encontrar o meu caminho.
Talvez um bicho, talvez fera,
Mas a busca era
Entender o que eu era.
Sempre dividi o que era de comer.
Mas o que era meu, sempre foi meu.

Desde que nasci
Queria saber da minha profissão.
Músico, goleiro,
Palhaço ou trapezista
Não nego,
Chamar a atenção
Era o que eu mais gostava de fazer.
Já corri até chorar,
E já chorei por não poder correr mais
Já ajudei e fui ajudado
Já chorei sem ninguém ver.
Já acordei e fui acordado.
Já falei enquanto dormia,
E já chorei sem motivo algum.
Deu pra perceber que chorar era fácil e constante.
De todas as profissões
Talvez carpideiro seria a ideal.
Já fui abandonado e abandonei o meu passado
Achei que seguir o coração
Fosse o ato mais racional
Tive muita fé em Deus e no Amor.              
A vida me tirou muitos amigos
Dentre eles alguns tios e meu avô.
Já fui pedreiro, sorveteiro e
Vendedor de vela em porta de cemitério.
Joguei bola, bets, truco,
Fubéca e brinco todos os dias
Achando que sou locutor.
Já namorei, amei e já sorri
Sim eu sorri
E muito.
Quando andei sozinho
Pela segunda vez.
E quando consegui fazer
O primeiro acorde no meu violão
Já compus uma música,
Fiz serenata
E criei personagens na minha imaginação.
Já enxerguei o que não deveria
E já perdi a visão de um olho só.
Isso nunca fez falta
pra quem enxerga com o coração
E na boa
Pra quem só queria escrever a sua história.
Já enfiei um feijão no buraco do nariz
E até hoje ele nunca saiu de lá.
Tenho 11 parafusos espalhados pelo corpo
E pra ficar bom preciso de mais 11.
Já fui pescar, mas nunca fui pescado.
Já escrevi e apaguei
Já sujei e já lavei,
Comprei e paguei
Falei e escutei
Mais escutei do que falei
Não por timidez
Mas para ouvir o que precisava ser ouvido
E falar só o que fosse necessário.